A indústria frigorífica convive diariamente com um desafio que vai além da produtividade: impedir que microrganismos sejam transportados de um ponto da operação para outro.

Como o processamento envolve grande circulação de pessoas, equipamentos e produtos, basta uma falha na rotina de higienização para aumentar o risco de contaminação cruzada. 

O resultado pode ser perda de lotes, retrabalho, interrupções na produção e impactos na qualidade dos alimentos. Além disso, qualquer falha compromete a segurança alimentar, um dos principais indicadores de desempenho da indústria frigorífica.

Durante muito tempo, a resposta para esse problema foi simples: usar mais produtos químicos. Hoje, muitas plantas buscam outro caminho. A prioridade é tornar a limpeza mais eficiente, aproveitando melhor cada etapa do processo em vez de apenas aumentar a quantidade de sanitizantes.

Os pontos onde o risco é maior

Diferente de outros segmentos da indústria alimentícia, os frigoríficos operam com elevada carga orgânica, grande umidade e produção contínua. Áreas de abate, desossa, cortes, embalagem e expedição apresentam diferentes níveis de risco microbiológico.

A contaminação cruzada pode ocorrer em praticamente toda a linha de produção, mas alguns locais exigem atenção constante por permanecerem em contato frequente com matéria-prima ou resíduos orgânicos.

Entre eles estão:

  • esteiras transportadoras;
  • mesas de corte e bancadas de processamento;
  • facas, serras e outros utensílios;
  • equipamentos utilizados em diferentes etapas da produção;
  • pisos, ralos e áreas úmidas;
  • câmaras frias;
  • carrinhos, caixas plásticas e rodas utilizadas na movimentação interna.

Mesmo após a limpeza, pequenas quantidades de gordura, proteínas e outros resíduos podem permanecer aderidos às superfícies. Esse material favorece a formação de biofilmes, que dificultam a remoção dos microrganismos e reduzem a eficiência da sanitização.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) destaca que controlar a contaminação cruzada faz parte das principais medidas para reduzir a disseminação de patógenos ao longo da cadeia de alimentos.

Mais químicos nem sempre significam melhores resultados

Quando não conformidades microbiológicas aparecem, é comum aumentar a concentração dos produtos utilizados ou repetir as etapas de sanitização.

Embora essa prática possa parecer uma solução imediata, ela também aumenta o consumo de insumos, exige mais enxágues, gera maior volume de efluentes e amplia a necessidade de armazenar produtos químicos dentro da planta.

Em vez de ampliar continuamente o uso desses produtos, muitas indústrias têm revisado o próprio processo de higienização, buscando soluções que entreguem o mesmo nível de segurança microbiológica com menos desperdício.

A importância de remover a matéria orgânica

Antes da sanitização, existe uma etapa que influencia diretamente o resultado final: a limpeza.

Proteínas, sangue, gordura e outros resíduos formam uma barreira física que dificulta a ação dos sanitizantes. Enquanto esse material permanece sobre a superfície, parte dos microrganismos continua protegida.

É nessa fase que o Católito pode ser incorporado à rotina de higienização. Sua aplicação auxilia na remoção da matéria orgânica, preparando equipamentos e superfícies para a etapa seguinte.

Quando essa limpeza é realizada de forma adequada, a sanitização se torna mais eficiente e uniforme.

Controle microbiológico nos pontos críticos

Após a remoção dos resíduos, o Anólito pode ser aplicado nas áreas que exigem controle microbiológico frequente.

Sua utilização é indicada em equipamentos, esteiras, mesas de processamento, utensílios, pisos, paredes, câmaras frias e até na sanitização de ambientes produtivos.

Produzido no próprio frigorífico por meio da tecnologia ECA, utilizando apenas água, sal e energia elétrica, o Anólito elimina a dependência do abastecimento constante de diversos sanitizantes convencionais.

Essa abordagem caracteriza uma tecnologia sustentável para sanitização industrial, capaz de ampliar o controle microbiológico com menor dependência de sanitizantes convencionais.

Na prática, isso permite incorporar o controle microbiológico à rotina operacional com mais previsibilidade e menor necessidade de armazenamento de produtos químicos.

Uma estratégia que integra limpeza e sanitização

A utilização conjunta de Católito e Anólito organiza o processo de higienização de acordo com a função de cada solução: o Católito atua na remoção da matéria orgânica e o Anólito realiza o controle microbiológico das superfícies já limpas.

Essa divisão evita sobreposição de funções e ajuda a padronizar as rotinas de limpeza, especialmente em plantas que realizam higienizações frequentes durante a produção.

Benefícios para a indústria frigorífica

Quando a estratégia de higienização considera todas as etapas do processo, os resultados aparecem em diferentes frentes da operação.

Entre eles estão:

  • redução do risco de contaminação cruzada;
  • maior padronização das rotinas de limpeza;
  • menor consumo de produtos químicos convencionais;
  • redução da geração de resíduos químicos;
  • simplificação do armazenamento de insumos;
  • mais segurança para as equipes responsáveis pela higienização;
  • produção das soluções diretamente na própria planta industrial.

Esses ganhos também reduzem a movimentação, o armazenamento e o transporte de grandes volumes de produtos químicos, tornando a operação mais simples e organizada.

Ao reduzir retrabalho, desperdício de sanitizantes, necessidade de estoques elevados e interrupções provocadas por não conformidades microbiológicas, a indústria também melhora a eficiência operacional. O resultado é uma rotina mais previsível, menor custo indireto com higienização e maior disponibilidade das linhas de produção.

Segurança dos alimentos começa na estratégia de higienização

Controlar a contaminação cruzada não depende apenas da escolha de um sanitizante. O resultado está ligado à forma como a limpeza é planejada, executada e monitorada ao longo de toda a produção.

Quando cada etapa cumpre sua função,  primeiro com a remoção da matéria orgânica e depois com o controle microbiológico, o processo se torna mais consistente e a necessidade de recorrer ao aumento contínuo de produtos químicos tende a diminuir.

Para frigoríficos que procuram elevar a segurança microbiológica sem tornar a operação mais complexa, investir em uma estratégia integrada de limpeza e sanitização representa um caminho mais eficiente, sustentável e alinhado às exigências atuais da indústria.

Essa abordagem também fortalece iniciativas de desinfecção sustentável para indústria alimentícia, ao reduzir desperdícios, simplificar processos e apoiar operações alinhadas às exigências ambientais e regulatórias.

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